Sobre a Terapia Magnética
A Natureza produziu os primeiros ímanes a partir de lava derretida que tinham absorvido o magnetismo natural da terra. Estes ímanes foram utilizados para tratar as pessoas na antiga China, Japão, Índia, Grécia e Egipto.
A rainha Cleópatra tinha muita confiança no poder magnético e conservou uma fita magnética na sua testa. Teve o seu efeito sobre a glândula pineal, muito importante para todo o sistema endócrino - desta forma ela conservou a sua beleza e aparência jovem. A terapia magnética foi muito popular ainda no século XIX e no início do século XX para tratar dores, gota e todos os tipos de problemas de saúde. Os médicos dessas idades prescreviam pulseiras magnéticas, amuletos, cintos e várias placas magnéticas para serem usados junto aos corpos dos seus pacientes.
A terapia magnética foi bastante esquecida por algum tempo quando a penicilina e os antibióticos foram inventados, mas nos anos 50, investigadores japoneses e russos encontraram novamente a terapia magnética. Os cosmonautas e astronautas adoeciam quando estavam no espaço. Ao retornar para a Terra detectava-se uma ausência total de cálcio nos seus corpos e também que outros minerais haviam sido drenados, originando grandes problemas de saúde. A razão para isso foi encontrada pelos investigadores russos e japoneses: deficiência do campo magnético da Terra, que causou profundas depressões, osteoporose severa e outros problemas graves de saúde. Actualmente, os fatos e as naves espaciais são sempre equipados com campos magnéticos.
Sobre a Segurança da Terapia Magnética
A Food and Drug Administration (FDA - www.fda.org), organismo do governo americano responsável pela segurança da saúde pública, aprovou a terapia magnética como muito segura para a saúde, em especial para os tratamentos da dor e fracturas. A terapêutica magnética é, portanto, muito apreciada e aplicada com excelentes resultados em todo o mundo, em hospitais e clínicas, e o seu uso está a aumentar rapidamente. É um modo económico e seguro de cuidados de saúde sem efeitos secundários. Os dispositivos de ressonância magnética, utilizados para fins de diagnóstico médico, podem gerar dezenas de milhares de Gauss e estão considerados como muito seguros para todos. Também é comprovado que cerca de 120 milhões de pessoas em todo o mundo estão a usar produtos magnéticos para manter a sua saúde ou tratar problemas.
O Sindroma da Deficiência do Campo Magnético
Os investigadores descobriram, em pesquisas geológicas, que a potência magnética da Terra tem diminuído nos últimos 500 anos para cerca de metade da sua força original. O doutor Kyoichi Nakakawa de Tóquio tem escrito sobre o assunto mencionando o Sindroma da Deficiência do Campo Magnético (Magnetic Field Deficiency Syndrome - MFDS). O artigo foi publicado na edição número 2745 do Japan Medical Journal.
A investigação científica demonstrou que muitas pessoas sofrem devido à deficiência do campo magnético da terra, necessário para o funcionamento óptimo do organismo. Dr. Nakakawa provou que aumentando naturalmente o campo magnético sobre o corpo, muitos dos sintomas desagradáveis previamente presentes desaparecem totalmente. Os sintomas do Sindroma de Deficiência do Campo Magnético incluem por exemplo: rigidez nos ombros e pescoço, dor nas costas, bem como frequentes dores de cabeça, tonturas, síndrome da fadiga crónica e desequilíbrio do sistema nervoso central. O campo magnético da terra é normalmente mais forte nas zonas montanhosas e mais fracos na parte norte do globo.
Além disso os edifícios, comboios, carros e aviões fabricados com estruturas de aço podem diminuir o efeito do campo magnético da Terra assim como a poluição eléctrica proveniente de fontes de corrente alternada (AC), tais como aparelhos de televisão, computadores, luzes de néon, etc. Investigadores têm comparado e encontrado semelhanças no impacto negativo para o corpo humano da falta de vitaminas e da diminuição do campo magnético da terra.
Os Benefícios da Terapia Magnética
A importância do magnetismo é baseada no facto de que é um elemento fundamental da vida. As últimas pesquisas científicas indicam que o magnetismo tem um significativo efeito biológico em cada criatura na terra, incluindo os seres humanos, animais e vegetais.
As hormonas desempenham um papel importante na manutenção de um elevado nível de energia e de um aspecto juvenil. Uma circulação sanguínea eficiente garante que as hormonas sejam liberadas de forma uniforme em todas as partes do corpo. O magnetismo tem um impacto sobre as células, melhorando o seu metabolismo e a absorção de oxigénio. Uma melhoria do metabolismo das células impede a degeneração das células e tecidos, e também ajuda no crescimento de novas células. Cada célula no nosso corpo tem uma vida individual, contribuindo para a totalidade da saúde do corpo. As células são periodicamente renovadas, tendo tanto o ambiente externo como interno um impacto no processo.
As membranas das células formam a homeostase permitindo a absorção do oxigénio e de nutrientes e a eliminação de resíduos. Cada célula contém partículas carregadas positiva e negativamente agindo como ímanes de fraca intensidade. A energia magnética tem uma grande importância no processo de divisão das células e no seu metabolismo.
Não só as células dependem individualmente da energia magnética, a fim de funcionarem normalmente, mas também os órgãos e sistemas internos são conhecidas por serem dependentes do contínuo abastecimento de energia magnética.
A boa circulação é o pilar fundamental da saúde
Os ímanes ajudam a melhorar a circulação sanguínea, permitindo assim que mais oxigénio e nutrientes sejam entregues nas células do corpo. Uma melhor circulação sanguínea, em cooperação com os atributos dos rins permitem uma eliminação mais eficaz dos resíduos tóxicos do organismo. Depois de começar a utilizar os produtos magnéticos a maioria das pessoas percebe uma diferença em dois dias e outros em algumas semanas. Alguns utilizam-nos como um método preventivo e outros enquanto lutam contra problemas de saúde.
Geralmente o primeiro sinal dos benefícios da terapia magnética é uma elevação do nível energético e / ou uma sensação geral de bem-estar. A terapia magnética é eficaz quando os ímanes são usados regularmente. Hoje, por exemplo, atletas de alta competição usam produtos magnéticos, que aliviam dores e lesões causadas por situações relacionadas com as suas actividades desportivas. Ao mesmo tempo, melhoraram os seus níveis energéticos e o seu desempenho.
Uma pesquisa feita no E.U.A. indica que 5% das pessoas têm doenças crónicas enquanto que 20% considera-se de um modo geral saudável, de vez em quando sofrendo de uma gripe ou algumas dores, mas que 75%, a maior parte da população, anunciou sofrer regularmente de dores crónicas, artrite, ombro congelado, cotovelo de tenista, enxaqueca, dores de cabeça frequentes, insónia etc. As pesquisas feitas noutros países ocidentais têm indicado resultados semelhantes. De todo o mundo estamos a receber provas e resultados de pesquisas científicas que indicam que o biomagnetismo pode ser muito benéfico na eliminação desses sintomas. Assim, ficou provado que a terapia magnética pode ser benéfica em:
- Melhorar a circulação sanguínea e a absorção de oxigénio nos tecidos,
- Diminuir ou eliminar a dor,
- Diminuir a dor dos músculos em actividade física - produtos magnéticos são muito populares entre os principais atletas de todo o mundo,
- Promover o processo de cicatrização de tecidos danificados, especialmente ossos,
- Estimular o sistema linfático, eliminando os resíduos do corpo,
- Equilibrar o PH, prevenindo acidez excessiva e má digestão,
- Tratar distúrbios do sono, tensão muscular, dores cabeça por tensão — o efeito relaxante da terapia magnética é mais profundo quando dormimos,
- Ter um efeito positivo, por exemplo, na saúde mental devido às propriedades relaxantes. Esta não é a pretensão de ser uma cura, mas de um reequilíbrio e apoio dos sistemas do próprio corpo.
A gama de intensidade dos ímanes terapêuticos varia entre 500 a 10,000 Gauss. O pólo norte magnético direccionado para a pele tem um efeito calmante, diminui inflamações e auxilia nas dores. O pólo sul activa e afecta o processo de crescimento. Hoje a terapêutica magnética é usada para tratar condições muito graves de saúde, como a doença de Alzheimer, demência, depressão, problemas causados pela diabetes, esclerose múltipla e resultados promissores foram alcançados no tratamento de pacientes paralisados.

Artigos sobre Terapia Magnética
- Alfano AP, Taylor AG, Foresman PA, et al. Static magnetic fields for treatment of fibromyalgia: a randomized controlled trial. J Altern Complement Med 2001;7(1):53-64.
- Basford JR. A historical perspective of the popular use of electric and magnetic therapy. Arch Phys Med Rehabil 2001;82:1261-1269.
- Bown CS. Effects of magnets on chronic pelvic pain. Obstet Gynecol 2000;95(4 Suppl 1):S29.
- Carter R, Aspy CB, Mold J. The effectiveness of magnet therapy for treatment of wrist pain attributed to carpal tunnel syndrome. J Fam Pract 2002;51(1):38-40.
- Chandi DD, Groenendijk PM, Venema PL. Functional Extracorporeal magnetic stimulation as a treatment for female urinary incontinence: 'the chair.' Brit J Urol 2004;93(4):539-541.
- Jacobson JI, Gorman R, Yamanashi WS, et al. Low-amplitude, extremely low frequency magnetic fields for the treatment of osteoarthritic knees: a double-blind clinical study. Altern Ther Health Med 2001;7(5):54-59.
- Madersbacher H, Pilloni S. Efficacy of extracorporeal magnetic innervation therapy (EXMI) in comparison to standard therapy for stress, urge and mixed incontinence: a randomized prospective trial (unpublished abstract). International Continence Society, Florence, Italy, 2003.
- Pinzur, MS, Michael S, Lio T, et al. A randomized prospective feasibility trial to assess the safety and efficacy of pulsed electromagnetic fields therapy (PEMF) in the treatment of stage I Charcot arthropathy of the midfoot in diabetic individuals [abstract]. Diabetes 2002;51(Suppl 2):A542.
- Quittan M, Schuhfried O, Wiesinger GF, et al. [Clinical effectiveness of magnetic field therapy: a review of the literature]. Acta Med Austria 2000;27(3):61-68.
- Segal NA, Toda Y, Huston J, et al. Two configurations of static magnetic fields for treating rheumatoid arthritis of the knee: a double-blind clinical trial. Arch Phys Med Rehabil 2001;82(10):1453-1460.
- Ünsal A, Saglam R, Cimentepe E. Extracorporeal magnetic stimulation for the treatment of stress and urge incontinence in women. Scandinav J Urol Nephrol 2003;37(5):424-428.
- Weintraub MI, Wolfe GI, Barohn RA, et al. Static magnetic field therapy for symptomatic diabetic neuropathy: a randomized, double-blind, placebo-controlled trial. Arch Phys Med Rehabil 2003;84(5):736-746.
- Wosko PM, Eisenberg DM, Simon LS. Double-blind placebo-controlled trial of static magnets for the treatment of osteoarthritis of the knee: results of a pilot study. Altern Ther Health Med 2004;10(2):36-43.
- Yamanishi T, Sakakibara R, Uchiyama T, et al. Comparative study of the effects of magnetic versus electrical stimulation on inhibition of detrusor over-activity. Urology 2000;56:777-781.
- Yokoyama T, Nishiguchi J, Watanabe T, et al. Comparative study of effects of extracorporeal magnetic innervation versus electrical stimulation for urinary incontinence after radical prostatectomy. Urology 2004;Feb, 63(2):264-267.


